Ah, o amor! - Irreverência Baiana
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Ah, o amor!

 Um milhão de reais foi o preço da mansão alugada, bebidas mais caras do mundo ali dentro, amigos importantes e festas cheias de mulheres selecionadas e mais lindas. Tudo certo para os shows diários de quase cem mil pratas, réveillon planejado frente a uma das praias mais lindas que eu conheço. Sabe o que isso importa para quem não tem o seu amor do lado? Nada! Não há suborno para o coração.

O casal Bruna Marquezine e o jogador Neymar faz um serviço à sociedade com essa reviravolta no final do ano, mostram que não há dinheiro ou fama que possa substituir o que sentem. É simples, o mundo anda carente de amor. Vivemos em uma era em que é bonito ser livre, ter bens, poderes, sucesso e coisas… Mas é estranho renunciar em virtude do amor. Passamos a ignorar sentimentos singelos e achar feio cultivar o amor por alguém. Nas mesas de bar, vangloriam-se pela frieza, desapego e quantidades de contatinhosA reconciliação do casal mostra claramente que a distância não é motivo para desapegar porque o amor está afastado. Na primeira (ou melhor!) oportunidade nosso amigo Ney subiu em seu jatinho, cancelou o seu final de ano por lá, pediu desculpas aos amigos e correu para o encontro de quem predomina em seu coração. Afirmou saudade e abandonou orgulho no mesmo instante. Orgulho e esperança não conseguem ocupar o mesmo local.

No fundo, não é somente um desejo carnal dos envolvidos. É o amor, ele sim sabe incomodar, colocar o seu time em campo, prepara a torcida, marca o gol e no final todo mundo vibra. O amor é forte e sempre vence. . E, justamente por isso, todos os olhos foram voltados ao casal: o amor ainda chama atenção!

E amor é isso: as piadas internas, as reclamações em busca de atenção, o cuidado diário, o andar de mãos dadas, é o confundir de toalhas, é o desconfiar confiando, mas, sobretudo é aquele que deixa o coração batucando mais do que escola de samba em pleno carnaval. Amor é entrega sem shows pirotécnicos, sem disputa e sem anúncios doentios.

Afirmo que poder entregar verdadeiramente o seu coração a alguém é o mesmo que oferecer um contrato de felicidade, com amor nas entrelinhas e com letras miúdas de prazer.

Mas até onde conseguimos domar o nosso destino? Nosso futuro realmente depende das nossas escolhas ou o tal destino é mesmo implacável?

Na dúvida entre escolha e destino, ame!

Juliana Soledade

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