Juliana escreve
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Era para ser mais uma roupa no armário. Mesmo que escolhida carinhosamente na boutique, jamais haveria possibilidade de imaginar as boas sensações que adviriam daquela peça: era um vestido que tinha superpoderes, sobre quem vestia e quem admirava. Um tubinho preto, que parecia ter sido...

A primeira vez que o amor rangeu os dentes em minha direção eu não me movi. Era platônico, diga-se de passagem, tinha dois anos a menos que quinze. Escondia minhas paixões dentro dos cadernos, com nomes desenhados no interior de corações e olhares envergonhados. Sempre...

Comecei a amar Ipês amarelos a partir Rubem Alves, nunca tinha lido alguém com tamanha doçura e cuidado para falar apenas de uma árvore. Mas não, nunca foram apenas árvores. Embarcava nas suas palavras como se enxergasse fotografias graciosas em minha mente. Caminhando rumo a Catedral...

No final da década de 80 Papai tinha bigodes horríveis (e eu tinha certeza que ele roçava na barriga de minha mãe), eu nasci tendo que encarar esse rosto mimoso com um tufo imenso abaixo do nariz, ainda quando pequena ele insistia em aparar e...

As manhãs ensolaradas de domingo eram as mais esperadas nas férias, programávamos no dia anterior, sem nenhum outro adulto por perto e sem muitos detalhes, a responsável pelos dias inesquecíveis na infância tinha tudo bem alinhado na cabeça. Tia Fátima não se contentava em carregar apenas...

Maria acordou em silêncio, pé ante pé evitar qualquer barulhinho e correu para a cozinha. Esquentou o aipim, cozinhou a banana da terra, fez três ovos mexidos no azeite, preparou o café, organizou toda a mesa com os frios, arrumou os pães, dispôs o suco, colocou...

Maio já aponta no calendário de 2009, com ele o medo e a certeza de seguir adiante.  É comum o meu olhar sorvido de esperança, a minha dor sempre saí como lágrimas silenciosas para não incomodá-la rente ao seu berço. Não encontrei espaços para ressentimentos, muito...