Obrigada 2017! - Irreverência Baiana
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Obrigada 2017!

Abandono um ano intenso que jamais serei capaz de descrever o que vivi. E olha, que eu tento desenhar em palavras tudo aquilo o que sinto, desde os devaneios até as anotações essenciais.

Um ano tão especial que vai para a lista dos anos mais inesquecíveis de uma vida. Um ano que realizei boa parte de meus sonhos e que tive a oportunidade de construir outro tanto no caderninho de desejos. Um ano de muita emoção, de união, fraternidade, gratidão e de muitas mãos.

Sou feliz em fazer parte desse rol de pessoas gratas, ainda bem… Sou o tipo de gente que agradece pela chuva, pelo dia ensolarado, pela queda ou pelos nãos que a vida oferece vez ou outra.

Vivi um ano de construção de memórias, de passos, muitos passos, de dois joelhos detonados e de pedidos de socorro ao estarem encarcerados nas joelheiras. Um ano de sorrisos tão meus, de felicidade, de conquistas e de poucas partilhas. Um ano mais isolado e potencialmente mais intenso. De poucos flashs distribuídos ao mundo, mas de muitos guardadinhos na lembrança.

Um ano de medo da morte com o frio, a chuva, o centro cirúrgico, com a noite, o calor, com as rajadas de vento, os pés ensanguentados, com os meus limites, com o desconhecido morto em meus braços. Esse foi o ano que encarei a morte frente a frente e que nem a sua foice enorme foi capaz de suprimir o de mais valioso em mim: a fé. Deus é mesmo esse sujeito de milagres que não nos nega auxílio.

Um ano incrível que descobri que a minha força é a mesma que me machuca. Que a minha determinação pode me levar ao lugar mais longe do mundo, mas ela mesmo pode me destruir. Esse foi o ano que descobri o equilíbrio emocional, espiritual, físico e mental. Um ano de saber controlar o mundo ao meu redor e de permitir tudo sair de ordem. Faz parte: construímos, descontruímos e reformamos para elevar o nosso ser.

Um tempo que aprendi que qualquer passo à frente não somos mais os mesmos e raramente vamos querer voltar aonde estávamos. Somos eternos viajantes, alguns com um destino, outros sendo carregado conforme os imprevistos. São escolhas…

Não posso dizer que sou outra pessoa com o mesmo nome, endereço e CPF, mas certamente posso dizer que 2017 foi o ano de mudanças absurdamente internas, de renascimento necessário e de entrega aos meus sentidos. Conheci uma Juliana camuflada e permiti que ela desabrochasse sem pudor. Dei o nome de renascimento e a partir de então assumo duas datas como meu aniversário.

Imergi no trabalho, no Estranho Caminho de Santiago, nas produções literárias, nos estudos, no amor. Aprendi a ignorar os machucados, a me isolar das dores desnecessárias e do mundo perverso. Me encontrei entre outras linhas não identificadas e estou entregue a elas para brindar o ano vindouro.

À você, querido leitor que me acompanhou durante este ano, brinde de agradecimento e outro aos novos escritos futuros.

Cheers!

Juliana Soledade

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